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Publicação do Despacho n.º 7821/2024 - Grupo de trabalho para elaborar uma nova estratégia nacional para a gestão da água designada «Água que Une»

16-07-2024

O Governo português anunciou a criação do Grupo de Trabalho “Água que Une”, com o objetivo de desenvolver uma estratégia de planeamento da água que promova a sustentabilidade dos recursos hídricos, garantindo o abastecimento de água e a viabilidade dos setores económicos.

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Publicação do Despacho n.º 6739/2024 - Delegação de competências do Ministro da Agricultura e Pescas

25-06-2024

O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Ferreira Fernandes, através do Despacho n.º 6739/2024, delegou competências no Secretário de Estado da Agricultura, na Secretária de Estado das Pescas e no Secretário de Estado das Florestas.

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2023 destaca-se como o melhor ano para a participação portuguesa no Cluster 6 do Horizonte Europa

04-06-2024

O ano de 2023 destaca-se como o melhor ano para a participação portuguesa no Cluster 6 do Horizonte Europa, alcançando o maior número de projetos aprovados (80) e, sobretudo, o maior número de coordenações (9) e o maior montante de financiamento captado (51 milhões de euros), refletindo uma taxa de retorno financeiro superior a 3,5%.

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Conselho Europeu dá luz verde a uma revisão específica da PAC

13-05-2024

O Conselho adotou hoje formalmente uma revisão específica de determinados atos de base da política agrícola comum (PAC). A revisão incide sobre determinados elementos do regulamento relativo aos planos estratégicos da PAC e do regulamento relativo ao financiamento, à gestão e ao acompanhamento da política agrícola comum (o "Regulamento Horizontal") e surge em resposta aos problemas encontrados durante o primeiro ano de aplicação da nova PAC. As regras atualizadas traduzem-se numa simplificação, na redução dos encargos administrativos e numa maior flexibilidade no cumprimento de determinadas ecocondicionalidades, assegurando simultaneamente um quadro previsível para os agricultores.Os agricultores poderão aplicar retroativamente algumas das novas regras ...

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Prémios de Inovação EIP-AGRI 2024 para Grupos Operacionais: sete vencedores dos Países Baixos, Alemanha, Itália, Irlanda e Espanha

10-05-2024

No dia 7 de maio de 2024, realizou-se uma cerimónia de entrega de prémios no Estoril, Portugal, para anunciar os vencedores dos Prémios de Inovação EIP-AGRI 2024 para Grupos Operacionais. A cerimónia teve lugar durante a conferência da EU CAP Network “EIP-AGRI Grupos Operacionais: Inovação na prática”.

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Comissão Europeia propõe revisão da Política Agrícola Comum para apoiar agricultores da UE - inquérito de 7 de março a 8 de abril

18-03-2024

A Comissão Europeia propôs uma revisão de certas disposições da Política Agrícola Comum (PAC), com o objetivo de simplificar e manter uma política forte, sustentável e competitiva para a agricultura e alimentação da UE. As propostas, relacionadas com a condicionalidade e os Planos Estratégicos da PAC, visam reduzir o fardo relacionado com os controlos para os agricultores da UE, proporcionando-lhes maior flexibilidade para cumprir certas condicionalidades ambientais. As administrações nacionais também beneficiarão de maior flexibilidade para aplicar certos padrões.

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Publicada Portaria que define estrutura e funcionamento da Rede Nacional PAC

15-03-2024

A Portaria n.º 108/2024/1, que define a estrutura de governação e funcionamento da Rede Nacional da Política Agrícola Comum (RNPAC) no âmbito do Plano Estratégico da PAC (PEPAC), foi publicada hoje, 15 de março, em Diário da República. A Rede Nacional PAC vem dar seguimento ao trabalho da Rede Rural Nacional na partilha de informação, de experiência e de conhecimento no setor agrícola. A RN PAC tem coordenação técnica da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), atua em todo o território nacional e integra os intervenientes no Sistema de Conhecimento e Inovação da Agricultura (AKIS).

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Seis Grupos Operacionais portugueses nomeados para os Prémios de Inovação da PEI-AGRI

13-03-2024

Há seis projetos portugueses entre os 30 nomeados para os Prémios de Inovação da PEI-AGRI, cuja entrega está prevista para o dia 7 de maio, no Centro de Congressos do Estoril. O principal objetivo desta distinção é reconhecer e premiar os Grupos Operacionais da PEI-AGRI que desenvolveram práticas, soluções, produtos e processos inovadores.

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Aprovada medida excecional de compensação pelo acréscimo de custos de produção da atividade agrícola e pecuária

28-02-2024

A portaria n.º 72/2024, de 28 de fevereiro, foi publicada hoje em Diário da República. O diploma estabelece as regras gerais de uma medida excecional e temporária de compensação, pelo acréscimo de custos de produção da atividade agrícola e pecuária, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 28-A/2023, de 3 de maio, e dos artigos 34.º e 35.º do Regulamento (UE) 2022/2472, da Comissão, que declara certas categorias de auxílios no setor agrícola e florestal e nas zonas rurais compatíveis com o mercado interno.

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Publicados apoios para atenuar efeitos da seca e da inflação no setor agrícola

23-02-2024

Foi publicada hoje, em Diário da República, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 28/2024, que institui apoios para atenuar os efeitos da seca e da inflação sobre o setor agrícola. O diploma aprova “a criação de instrumentos de caráter excecional que assegurem a compensação da perda de rendimentos dos agricultores decorrente da situação de seca no País” e também “cobertura por fundos nacionais de quebras de rendimento não cobertas por fundos europeus”.

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Avaliação qualitativa do figo à colheita

figosO figo, fruto da figueira (Ficus carica L) é originário da região do Mediterrâneo, sendo um dos frutos mais consumidos desde a Antiguidade. Estamos perante um fruto muito apreciado pelas suas características nutricionais e gastronómicas, com a vantagem adicional de poder ser consumido tanto em fresco, como em seco, possibilitando inúmeras formas de apresentações culinárias.

No entanto, durante algum tempo permaneceu um pouco “esquecido”, ou em segundo plano relativamente a outros frutos frescos, mas o reconhecimento da sua elevada qualidade como alimento veio despertar novamente o interesse pelo seu consumo.

Relativamente à sua composição nutritiva, o figo fresco, apresenta um teor elevado de água, que pode variar entre 80 e 85% do peso bruto do fruto. Embora apresente um alto teor calórico face ao seu elevado conteúdo de açúcares, é um fruto muito rico em fibras e em minerais como o cálcio, magnésio e potássio, o que lhe confere características nutricionais recomendáveis para uma alimentação equilibrada.

O figo é também caracterizado por conter teores razoáveis de vitaminas C, B1 e B2 e provitamina A. Assim, o seu consumo em quantidades moderadas constitui uma excelente opção para uma dieta saudável.

Com o objetivo de melhorar a qualidade e produtividade dos figueirais através da modernização das técnicas culturais utilizadas e da eficiente utilização do solo, recentemente foi criado o Grupo Operacional GoFigoProdução, financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020. Entre as técnicas culturais avaliadas destacam-se a fertilização, a poda e a manutenção do coberto vegetal natural.

Assim, após a colheita, os frutos são analisados em laboratório com o intuído de avaliar o efeito das diferentes técnicas culturais na qualidade dos mesmos. Os parâmetros analisados são aqueles considerados de maior importância pelos consumidores, que no caso do figo são o tamanho, a cor da epiderme e da polpa, o sabor e a consistência.

Relativamente à cor da epiderme, este fruto apresenta diferentes tonalidades, que estão relacionadas com a cultivar e o grau de maturação. Os mais comuns são os “figos brancos”, com tonalidades que vão desde o esverdeado ao amarelado, e os “figos pretos” que apresentam tons entre o violáceo ou roxo, e o negro. Além da medição da cor, realizada mediante a utilização de um colorímetro, são avaliados o peso, a altura e o diâmetro equatorial dos frutos.

O teor em sólidos solúveis totais (SST) é outro parâmetro muito importante no momento de aferir a qualidade dos figos, já que está diretamente correlacionado com o sabor. Os SST indicam o conteúdo em açúcares totais do fruto, que no caso do figo são a sacarose, a glucose e a frutose, sendo a glucose o açúcar que se encontra em maior proporção. A determinação dos SST do sumo do fruto é realizada mediante um refratómetro e os valores são expressos em graus Brix (ºBx), sendo que 1ºBx equivale a 1 g de açúcar por 100 gramas de solução (sumo). O conteúdo em SST depende do grau de maturação e da cultivar.

Por exemplo, um figo maduro da cultivar “Pingo de mel” contem entre 20 e 25 ºBx, enquanto um figo “Preto de Torres Novas” pode alcançar valores de 22 a 32 ºBx. Assim, 100 gramas de fruto fresco podem conter entre 20 e 32 gramas de açúcar, o que equivale a cerca de 4-6 pacotes de açúcar de café. Tendo em conta que o açúcar maioritário é a glucose, o figo constitui um excelente alimento para todas aquelas pessoas que precisem de um aporte extra de energia, como é o caso de grávidas, crianças e adolescentes, desportistas e pessoas com elevada atividade física e intelectual, já que ajuda a evitar situações de fadiga.

O outro indicador de qualidade dos figos é a consistência ou dureza, que pode variar entre mole, firme ou duro. A determinação da dureza baseia-se na compressão do fruto e medição da força aplicada, avaliada através de um equipamento específico, o texturómetro.

Este parâmetro varia com a cultivar e é influenciado pelo grau de maturação do fruto, embora outros fatores, como as condições climáticas antes da colheita, possam influenciar também a consistência dos figos.

Para cada variedade, devem de ser determinados valores para os diferentes parâmetros de qualidade mencionados, o que permitirá estabelecer a data ótima de colheita. Por sua vez, esta data deverá ser também definida consoante o tipo de utilização e o destino que se dará ao fruto, isto é, para consumo em fresco ou seco, ou para mercado interno ou exportação. É de salientar também que a conservação dos frutos durante o período de de pós-colheita estará fortemente condicionada pela qualidade dos frutos à colheita.

Autoria: Claudia Sánchez
Doutora em Biologia
Investigadora Auxiliar do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, IP) na área de Qualidade e Fisiologia de Pós-Colheita.
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Notícia originalmente publicada na Voz do Campo.

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