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emRede - folha informativa

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Inovação rural: desenvolvimento de soluções reais para áreas rurais inteligentes e resilientes na Europa

22-02-2021

Quase um terço dos europeus vive em áreas rurais, que representam mais de três quartos da área total da União Europeia (UE). Estas áreas contribuem fortemente para a cultura e as sociedades europeias e são um cenário-chave na luta contra as alterações climáticas e para uma melhor gestão dos recursos. Este pacote de resultados CORDIS apresenta nove projetos financiados pela UE que têm trabalhado arduamente para fomentar o potencial de inovação rural e contribuir positivamente para a visão de longo prazo da UE para as áreas rurais.

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Consulta da Comissão sobre a nova Estratégia de Solos da UE

08-02-2021

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública online sobre o desenvolvimento de uma nova Estratégia para os Solos da UE, convidando os cidadãos e as organizações a contribuírem 27 de abril de 2021 para a sua preparação e a partilharem os seus pontos de vista sobre potenciais objetivos e ações.

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Obrigado e Boas Entradas em 2021

31-12-2020

A Rede Rural Nacional vem agradecer as muitas mensagens recebidas nesta quadra festiva e retribuir a todos os seus parceiros e amigos os votos de um excelente Ano de 2021, repleto de oportunidades e conquistas!

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Plano Estratégico da PAC 2023-2027: Consulta alargada alargada até 8 de janeiro de 2021

18-12-2020

Encontra-se aberta a primeira fase do processo de consulta alargada do Plano Estratégico de Portugal no âmbito da Política Agrícola Comum, para o período 2023-2027. Convida-se à participação e envio de contributos até 8 de janeiro de 2021.

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Webinar junta parceiros para discutir Dieta Mediterrânica

11-11-2020

O Centro de Competências da Dieta Mediterrânica (CCDM) e a Câmara Municipal de Tavira (CMT), em colaboração com a Universidade do Algarve (UAlg) e as Direções Regionais de Agricultura e Pescas do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo, organizaram, no dia 30 de outubro, uma sessão de divulgação online sobre o potencial da Dieta Mediterrânica (DM) na promoção da coesão e desenvolvimento sustentável dos territórios.

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Conferência "Do Prado ao Prato" debate sistemas alimentares sustentáveis

21-10-2020

A Conferência Do Prado ao Prato - Construir em conjunto sistemas alimentares sustentáveis (Farm to Fork Conference - Building sustainable food systems together) realizou-se nos últimos dias 15 e 16 de outubro de 2020 e tratou-se de um encontro anual de entidades europeias interessadas em ajudar a construir o caminho da UE para sistemas alimentares mais sustentáveis.

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Aprovado Acordo sobre Orientação Geral do Conselho para a Reforma da PAC

21-10-2020

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, participou nos dias 19 e 20 de outubro, no Luxemburgo, no Conselho de Ministros de Agricultura da União Europeia. Após uma longa ronda negocial entre os 27 Estados Membros, foi alcançado um acordo relativo à aplicação da Política Agrícola Comum (PAC) para o próximo ciclo de programação.

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Aprovada a Agenda de Inovação para a Agricultura 2020-2030

13-10-2020

Foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros n.º 86/2020, de 13 de outubro de 2020, que aprova a Agenda de Inovação para a Agricultura 2020-2030, a qual tem como propósito fazer crescer a Agricultura, de forma sustentável e baseada na inovação.

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Programa Alimentar Mundial, das Nações Unidas, vence o Nobel da Paz de 2020

09-10-2020

O prémio Nobel da Paz de 2020 foi atribuído hoje ao Programa Alimentar Mundial, das Nações Unidas, “pelos seus esforços no combate à fome, pelo seu contributo para melhorar as condições pela paz em zonas atingidas por conflitos e por agir como uma força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como uma arma de guerra e de conflito”. O Programa Alimentar Mundial, com sede em Roma,  foi criado em 1961 e é a maior organização no planeta a promover a segurança alimentar. Todos os anos presta assistência a cerca de 90 milhões de pessoas em mais de 80 países. Para ...

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Terra Futura - Agenda de Inovação para a Agricultura 20 | 30

11-09-2020

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, apresentou hoje, na Agroglobal, a Terra Futura - Agenda de Inovação para a Agricultura 20 | 30, a qual pretende nortear a estratégia e as políticas do setor. Para saber mais.  

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Opinião: Suinicultura 4.0 desafios e oportunidades no horizonte 2030

pig 2271861 640De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a carne suína é a carne mais consumida no mundo (36%). Neste contexto a União Europeia e Portugal atravessam um momento de crescimento dos seus mercados fruto das exportações para a Asia e em particular para a China em resultado dos problemas sanitários que afetam estes países, nomeadamente os resultantes da peste suína africana, febre aftosa e peste suína clássica, ainda que este cenário se possa inverter no espaço temporal dos próximos 2 ou 3 anos conduzindo a mais uma crise a que o setor não é alheio.

Junto com esta realidade, a atual pandemia cujo fim está longe de ser conhecido, perturba a montante e a jusante da cadeia de produção o normal funcionamento do setor, desde o regular abastecimento de matérias-primas até às dificuldades sentidas nas cadeias mais tradicionais de comercialização.

E outros desafios se impõem para a suinicultura no horizonte 2030, de onde a inovação numa fileira que tem de se manter competitiva e eficiente cumprindo com metas ambientais, de sanidade e de bem-estar animal tem um papel determinante para aqueles que são os principais benificiários dos avanços na produção animal, e que são os consumidores!

Assim, falar em suinicultura 4.0 é sinónimo de utilização das tecnologias digitais e da eficiência que as mesmas podem trazer ao criador, mas também na inovação aliada em matéria de biossegurança, genética e sustentabilidade. Começando por estas, se a biossegurança contínua a ser é chave para a profilaxia do estado sanitário dos efetivos,  é por demais evidente o contributo que hoje as tecnologias no melhoramento genético, como o uso de marcadores (genómica) têm no resultado geral da produção através dos ganhos obtidos em prolificidade e redução da mortalidade de leitões, capacidade de desmame, conversão alimentar e ou resistências a doenças. A sustentabilidade começa pela necessidade da criação de uma imagem geradora de um impacto social positivo em questões como o uso de chorumes como fertilizantes orgânicos ou o uso de energias alternativas, e pela transformação digital do setor e as tecnologias associadas.

Sobre estas, tomando por referência o documento de 2016 da Pwcsobre as oito tecnologias emergentes para o sucesso empresarial, e deste ponto de vista também para o sucesso na agricultura ( Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Blockchain, Drones, Internet das Coisas, Robótica, Realidade Virtual, Impressão 3-D), todas podem contribuir para o aumento de eficiência produtiva, rastreabilidade do processo de produção, pegada ambiental e melhoria das condições de bem estar animal das explorações em suinicultura.

A inteligência artificial  pode constituir um importante instrumento na deteção e identificação de padrões comportamentais dos animais, estado sanitário ou biometria através de dispositivos de áudio e vídeo instaladas sobre os parques de produção que permitam a observação 24 sobre 24 horas, 365 dias ao ano dos grupos e dos animais individualmente – por exemplo pode ser permitida a identificação de um animal em aflição por ter sido atacado por outro, ou um leitão aprisionado acidentalmente debaixo de uma marrã que dê origem a um aviso que permita a intervenção imediata do tratador.

Entre as tecnologias que mais têm crescido e com maior espectro de utilizadores e aplicações são a Realidade Virtual e Realidade Aumentada. Se a Realidade Virtual é uma simulação artificial, gerada por computador ou recreação de um ambiente ou situação real (por exemplo a visualização do fluxo de ventilação de um pavilhão), a Realidade Aumentada pode definir-se como a junção de camadas invisíveis geradas por software sobre superfícies ou objetos existentes no mundo real, permitindo torná-la mais significativa e permitindo a interação com a mesma. Neste caso é possível a visualização em tempo real de documentos, ferramentas ou procedimentos agilizando e aperfeiçoando o trabalho dos tratadores e técnicos da exploração nas tarefas do dia-a-dia.

Os drones enquanto instrumentos aéreos não tripulados são instrumentos essencialmente uteis no acompanhamento de animais em sistemas de produção a campo, já que permitem identificar a localização desses animais, observar o seu comportamento e dependendo dos sensores de que sejam equipados, poderem realizar avaliações biométricas ou registos vitais como temperatura. Outro contributo que podem dar prende-se com as medidas de biossegurança e a capacidade que estes veículos tem de transporte de pequenas mercadorias, possibilitando a movimentação das mesmas entre explorações ou entre pavilhões da mesma exploração sem a presença física humana.

A Internet das Coisas resulta da instalação de sensores que em tempo real registam, monitorizam e enviam à distância informação para uma rápida tomada de decisão por parte dos tratadores, ou conjugada com sistemas de Inteligência artificial, a automação completa dos sistemas de produção através da análise dos dados e a criação de respostas por ativação de mecanismos atuadores. Assim, muitas vezes acontece já hoje na climatização de explorações mais modernas em que a conjugação de dispositivos que permitem medir – avisar – controlar – criar relatórios e responder em função de padrões pré-determinados, permitem mesmo à distância o acompanhamento das condições de bem-estar animal dos efetivos.

Cada vez mais a robótica tem presença na agricultura. A sua utilidade prende-se uma vez mais com a capacidade que tem de estar presente a tempo inteiro no acompanhamento do efetivo com velocidades de processamento de informação infinitamente superiores à capacidade humana, mas também na possibilidade de realização de tarefas repetitivas e de forma mais segura para os operadores. Em suiniculturas o seu potencial prende-se com operações de limpeza dos parques, deteção de estros, distribuição automático de alimentação ou em matadouros nas linhas de desmancha em operações de corte e embalamento de carne.

Por último refira-se a Impressão-3D e o Blockchain. Se a primeira é uma ferramenta instrumental que hoje permite aa replicação ou criação de peças de substituição para reparação de equipamentos e máquinas reduzindo os tempos de espera e permitindo a continuidade de tarefas que de outra forma tomam dias para permitir a continuidade de operações ou processos em curso; a segunda é um instrumento de integração de tecnologias e de registo em linha. Através do blockchain é possível construir sistemas fiáveis de rastreabilidade de cada produto transacionado na cadeia alimentar com a identificação segura dos seus intervenientes, reunindo informação resultante das tecnologias descritas e a jusante permitindo a criação de redes entre criadores e compradores possibilitando novas oportunidades de logística e negócio.

Todas esta tecnologias em conjunto contribuem de forma precisa para que as explorações melhores possam ainda ser melhores, com níveis de produtividade consistentes que lhes permitam amortecer custos de produção mesmo face às variações nos preços das matérias primas, garantir a competitividade do setor. À semelhança de outros setores, também em suinicultura Inovação e Estratégia devem ser palavras de ordem, mas as vantagens resultantes das novas tecnologias só se tornam reais com conhecimento da sua verdadeira utilidade e sensibilização dos criadores para a sua adoção, com a sua formação e a existência de fórum alargados que contribuam para a identificação de novas oportunidades e soluções.

É nesse sentido que o Centro Nacional de Competências para a Inovação Tecnológica do Sector Agroflorestal - InovTechAgro assume nas suas parceiras um conjunto vasto de 65 entidades, numa tentativa de levar de forma transversal e em rede com os demais Centros de Competência o conhecimento da importância do contributo tecnológico nas áreas de agricultura de precisão, mecanização e digitalização para a competitividade do setor.

Por: Luís Alcino da Conceição - InovTechAgro
Professor Adjunto do Instituto Politécnico de Portalegre

Aritgo publicado na revista Suinicultura da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores.

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